“Maria Madalena” e o Reino que vem

 

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“Maria Madalena” (2018) é a minha aposta para o Oscar do ano que vem. Rooney Mara e o Joaquin Phoenix me emocionaram durante todo o filme. Sim, é um acerto de contas com a figura das mulheres e também com os seguidores negros de Jesus, quanto ao imaginário nosso.

Mas para além disto, o filme é uma beleza de interpretação e construção narrativa. As imagens da Judeia, do Templo, os milagres… Tudo feito de modo muito belo, acompanhado de uma trilha muito digna. Enfim, fiquei muito emocionado.

Há uma temática muito evidente no filme que me chamou a atenção. Não é nenhuma novidade em filmes sobre a Paixão, mas nesse o tema do messianismo e da revolução me pareceu muito bem retratado. A teologia politica da Paixão cristã se faz na oposição entre reforma x revolução, utopia x niilismo (me refiro a um tipo de niilismo específico, ao da negação da Terra, via certo ceticismo quanto à transformação do mundo).

Lembrando que esta temática tem de fundo a antiga oposição(?) entre ser x logos, ou seja, entre aquilo que se manifesta, revela-se, versus aquilo que é do mistério, do incompreendido pela nossa linguagem. Talvez isso se dê porque o filme com R. Mara e J. Phoenix esteja jogando com os símbolos tradicionais do feminino x masculino.

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