A MELANCOLIA FANTASMAGÓRICA DE “TRAMA FANTASMA”

 

Sobre “Trama fantasma”, e respondendo à interpretação de Juliana Pontes, na buscan por hipóteses para se saber do porquê da palavra “fantasma” no título do filme, lembrei aqui do livro do Agamben, “Estâncias: a palavra e o fantasma na cultura ocidental”, que saiu pela UFMG, no Brasil.

Nessa obra Agamben pode oferecer uma possibilidade de leitura do filme ao relacionar luto, melancolia e o tema da fantasmagoria. Basta que se lembre do personagem Woodcock como sendo a figura melancólica da gravura de Durer. Mas em vez de régua e compasso do geômetra, que tenta adequar as representações ideais ao concreto, Woodcock usa agulha e fita métrica.

“Fantasma” é a trama de amor de Woodcock, típico dos melancólicos, que, como explica Agamben, possuem a fantasia infantil (e neurótica) de achar que “só se pode possuir o que está perdido”, pois seu prazer está sempre nesta ambiguidade, do espectro da perfeição irrealizável, mas que mantém aceso o desejo, a vida contra a morte, mantendo a bílis negra que lhe resta enquanto vive.

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